Projetos do Pró-Startups são destaque em telejornal nacional

by Ailton Pedroza
5 meses ago
99 Views

Projetos do Pró-Startups são destaque em telejornal nacional

A Pesquisa contou com recurso financeiro do Programa Pró-Startups da Secti e da Facepe

Duas Startups pernambucanas, A BioIngredientes e a Lactoquito, desenvolveram uma técnica de aproveitamento das cascas e cabeças de camarão, normalmente descartadas pelos consumidores, para produção de alimentos de alto valor nutritivo como farinha, óleo e até ração para animais. As startups são formadas por estudantes da UFPE e estão participando do Programa Pró-Startups, coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (Secti), em parceria com a Fundação de Amparo À Pesquisa e Tecnologia de Pernambuco (Facepe). Cada Startups recebeu R$ 25mil para desenvolver as pesquisas e foi destaque na edição do Jornal Hoje, da Rede Globo, nesta sexta-feira (13/05).

O produto já está sendo vendido na forma de sopa e salgadinhos em uma padaria do Recife, com bom índice de aprovação pelos consumidores. Em breve será lançado uma versão do queijo de coalho com sabor de camarão.

No dia 20 de maio essas e outras soluções tecnológicas, de mais 20 startups participantes do Pró-Startups, serão apresentadas em um evento online, às 9h, no canal da Secti no Youtube. Ao todo o programa tem um investimento total de R$ 2 milhões em todo processo de desenvolvimento das soluções inovadoras, permitindo o amadurecimento dessas jovens empresas de base tecnológica.

Para o professor e pesquisador da UFPE, Ranilson Bezerra, o Pró-Startup é uma política de fomento muito importante para o estimulo à pesquisa dentro das universidades. “O edital da Facepe foi muito importante para a gente estimular o time do laboratório a transformar o que antes era acadêmico, em algo que possa, em curto e médio prazo, entrar para o mercado, lançando produtos oriundos de tecnologias desenvolvidas na universidade”, explicou.

Ranilson destacou ainda que as universidades têm grande potencial de gerar resultados focados no mercado consumidor final e que muitas vezes ficam restritos a publicações de artigos e tese de conclusão de curso.

“Obviamente a universidade não tem essa vocação comercial, mais através das startups, estimuladas nesses editais da Facepe, surge uma grande alternativa de para tirar essas pesquisas da universidade, ganhando mercado, transferindo para o dia-a-dia da sociedade e gerando empregos tecnológicos” finalizou.