Uso da TI na prevenção dos desastres em encostas foi tema de palestra na Facepe

7 agosto 2019
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Iniciativa faz parte das novas ações da Facepe que visa colocar seus laboratórios a favor da sociedade

A Fundação de Amparo a Ciência de Pernambuco (Facepe), órgão ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), realizou, no dia 07 de agosto, um encontro para debater o uso da Tecnologia da Informação (TI) na prevenção dos desastres em encostas. Na ocasião, o secretário da pasta, Aluísio Lessa, fez a abertura do evento que, além do presidente da Facepe, Fernando Jucá, também contou com os seguintes palestrantes: Roberto Coutinho, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Silvio Meira, cientista chefe do CESAR e Alexandre Gusmão, professor da Universidade de Pernambuco (UPE). O evento foi fechado para entidades ligadas ao tema.

A palestra, que teve o seguinte tema central: Tecnologia de Informação e Gestão de Riscos Aplicadas a Redução de Desastres em Encostas Urbanas, acontece na sede da Facepe, localizada na Madalena. O evento teve como objetivo debater o uso da tecnologia da informação e gestão de risco aplicada a redução de desastres em encostas naturais.

“Esse é um exemplo de que fazer inovação é usar a Ciência e a Tecnologia em favor de qualquer área e atividade. Então essa oficina de inovação que é organizada pela Facepe, órgão ligado à Secretaria, vem fazer essa aproximação entre os atores envolvidos. Sabemos que com determinação, meta e a cooperação de todos, é possível evitar essas tragédias que, só neste semestre vitimou mais de 20 pessoas. Aqui estamos discutindo tecnologia a favor da população”, disse Lessa.

Segundo Jucá, a iniciativa faz parte da atual política da Facepe que visa identificar competências nos centros de estudos e, assim, colocar os laboratórios do órgão a favor da sociedade. “Sabia que em Recife 500 mil pessoas moram em área de encostas ou morros? Esse número chega a 700 mil pessoas quando fazemos referência a Região Metropolitana do Recife”, afirmou ele, ao destacar que, essa preocupação vem à tona quando a cidade tem chuvas acima da média e, consequentemente, sérios problemas nas encostas perdendo a resistência do solo o que leva a ruptura das encostas ocupadas. “O processo altera a geometria e é exatamente isso que ocasiona os deslizamentos provocando os acidentes graves ou com vítimas”, destaca ele, ao informar que, Recife e Olinda contabilizaram juntos mais de 20 mortes, consequência das últimas chuvas que caíram em Recife e Olinda.

Roberto Coutinho destacou que a palestra teve como tema central os aspectos de preservação. “Destacamos ações estruturais, no que se refere às obras realizadas no entorno das encostas e, também, ações não estruturais a exemplo da educação da população. Acredito, inclusive, que se a gente colocar a população como corresponsável é fundamental para o planejamento urbano”, disse.

Segundo ele, é importante que a sociedade conte com o trabalho conjunto dos governantes nas esferas municipais, estaduais e federal. “Entre outros fatores, para que a gente chegue em um nível de excelência em relação as encostas, é importante integrar, por exemplo, o trabalho dos agentes de saúde a ação para que eles levem um trabalho educativo para a população, é preciso, também, que a gente reconheça o pessoal que atua na carreira da defesa civil porque enxergar eles como enxergamos é diminuir a importância que eles têm. Hoje eles são vistos como técnicos”, pontuou Coutinho, ao informar que, é importante ter uma base de conhecimento no que se refere ao conhecimento de novas tecnologias. “Com o uso da tecnologia é possível ter acesso a uma base de conhecimento maior. A informação chega mais rápida e a interação entre os governos é possível com mais rapidez”, finalizou.

Silvio Meira destacou que para tentar solucionar os problemas das encostas é preciso tornar a cidade digital. “É preciso usar a tecnologia de informação e comunicação para tornar sua infraestrutura e serviços públicos mais interativos, inclusivos, eficientes e visíveis para os cidadãos e negócios aumentando, assim, a qualidade e redução de custos e desperdícios”, destacou ele, ao deixar claro que é preciso criar uma plataforma digital sobre o qual um conjunto de aplicações consiga servir um ecossistema de múltiplos agentes formados por administrações, empresas e cidadãos.