• Realizado pela primeira vez nas Américas, 10ª Conferência sobre Nanofotônica (ICNP) acontece até esta quarta em Pernambuco

    3 julho 2017
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    Evento realizado em parceria com a Secti, através da Facepe, discute o futuro a partir da nanofotônica

    A capital pernambucana é sede da 10ª Conferência Internacional sobre Nanofotônica (ICNP) que reúne, até quarta-feira (05), renomados especialistas, professores e estudantes. O ICNP é um evento único onde os últimos avanços em óptica e fotônica em nano e micro escala são relatados e discutidos, buscando explorar ideias inovadoras em ciência e tecnologia nanofotônicas, que possam trazer avanços tecnológicos com impacto social e econômico.

    O evento, que só tinha sido realizado na China e no Japão, no Continente Asiático, acontece pela primeira vez na América, especificamente, em Pernambuco e conta com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por meio da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia (Facepe), vinculada ao órgão. Durante a abertura, realizada nesta segunda-feira (03), a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Lúcia Melo, prestigiou o evento que tem a participação de mais de 150 pessoas, entre pesquisadores e estudantes, de 20 países.

    O objetivo é explorar as inovações em ciência e tecnologia nanofotônicas – estudo do comportamento da luz na escala nanométrica e da interação de objetos com escala de nanômetros com luz. “Estamos discutindo a nanociência e a nanotecnologia, que usa técnicas de óticas para estudar e ampliar materiais em dimensões nanométricas. Ou seja, que estão a um bilionésimo de metros. São, na verdade, nanopartículas que, entre outras coisas, estudam a energia solar, a odontologia e a medicina a exemplo da dermatologia”, explicou o presidente da 10º ICNP e professor do Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Anderson Gomes.

    O professor palestrante, Paras N. Prasad, da State University of New York em Buffato (EUA), disse que estava encantado com a participação dos estudantes. “Estamos felizes em encontrar tantos alunos curiosos e atentos. E o melhor é saber que são brasileiros de diversas cidades do país, como São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Os que estão aqui conosco têm a oportunidade de descobrir novos direcionamentos na área de pesquisa, principalmente, no que se refere a área de energia e saúde”, disse ele, ao explicar que, para o Brasil, trouxe novidades na área de neurofotônica.

    “Viemos falar sobre o mapeamento das atividades do cérebro que ajudam o tratamento de doenças como o Câncer, o Autismo, e o Alzheimer”, ponmenortuou. Entre os palestrantes convidados estão o professor Joseph Haus, da Universidade de Dayton (EUA), e Thomas Krauss, da Universidade de York (UK). A programação completa do evento pode ser conferida no site oficial: http://www.icnp2017.org/principal/

    A mestranda em Física, Nathalia Tomazio, da Universidade São Carlos, localizada em São Paulo, disse que o ambiente era propício para a troca de ideias direcionada ao desenvolvimento dos trabalhos dos participantes presentes. “Acredito que vamos sair com um novo olhar. São palestras enriquecedoras para o currículo de todos”, finalizou, ao destacar a palestra do professor Paras N. Prasad, como uma inovação para o uso de novas técnicas de imagens cerebrais.

     

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