• É boato! Mas vamos falar de Ciência?

    22 setembro 2017
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    Por Espaço Ciência

    Relaxe! Não há nenhum planeta misterioso em rota de colisão com a Terra. Mais um boato sobre fim do mundo se espalhou pelos meios de comunicação e redes sociais nos últimos dias. Segundo o numerólogo e autor do livro Planeta X, David Meade, um enorme planeta misterioso colidirá com a Terra e destruirá a humanidade neste sábado (23).

    Não é a primeira vez que o tal planeta Nibiru aparece em teorias sobre fim do mundo. Nibiru deriva de obras do antigo escritor Zecharia Sitchin e suas interpretações da mitologia babilônica e suméria. Em 95, ele foi resgatado por Nancy Lieder que, entre outras coisas, dizia possuir um implante cerebral que lhe permitiria falar com alienígenas. Segundo ela, Nibiru tinha cerca de quatro vezes o tamanho da Terra e destruiria a humanidade em 2003. Não aconteceu.

    Em 2012, mais uma vez, o boato do Nibiru, associado a teorias relacionadas ao calendário Maia, voltou a assombrar o mundo. Não aconteceu. Agora, David Meade revive o cataclismo de Nibiru, ligando-o a profecias e passagens bíblicas, interpretações numerológicas e associações com o eclipse solar de agosto. Tudo isso não passa de boatos e imaginação. Mas, que tal aproveitar o momento para falar de Ciência?

    Evidências – Segundo Cleiton Batista, da coordenação do Observatório da Sé, existem evidências da existência de um nono ou até um décimo planeta no nosso sistema solar. Mas não estaria em rota de colisão com o nosso planeta. “Se realmente existisse um planeta próximo da Terra ou em rota de colisão, saberíamos, no mínimo, há uma década. Ele seria facilmente visível a olho nu e criaria efeitos na órbita de planetas externos, que estão além do cinturão de asteroides”, diz.

    Batista explica que um objeto do tamanho de Marte teria de estar a, no mínimo, 300 UA (trezentas unidades astronômicas) para não ser detectado pelos equipamentos de monitoramento. Ou seja, cerca de dez vezes a distância média de Netuno para o Sol.

    Vale ressaltar: corpos celestes que ofereçam risco são monitorados em todo o mundo. Aqui, bem pertinho de nós, no município de Itacuruba, Sertão de Pernambuco, o projeto IMPACTON integra o Observatório Nacional e o Brasil aos programas internacionais de busca de asteroides e cometas em risco de colisão com a Terra. O projeto é desenvolvido por meio do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), uma referência mundial no estudo e monitoramento de asteroides.

    O Sistema Solar tem hoje oito planetas reconhecidos pela IAU (União Astronômica Internacional em português), além de cinco planetas anões e mais de 470 satélites naturais reconhecidos. A estrela mais próxima do nosso Sol é a estrela Proxima Centauri ou Alpha Centauri C, uma anã vermelha que está a aproximadamente 4,25 anos-luz do Sol.
    Entre as galáxias conhecidas atualmente a mais próxima é a Galáxia Anã do Cão Maior, descoberta em 2003, que está a 25.000 anos-luz do centro da nossa Via Láctea e a 42.000 anos-luz do Sistema Solar.

    Diante disso, pode relaxar: a Terra não vai acabar neste sábado (23).

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  • Realizado pela primeira vez nas Américas, 10ª Conferência sobre Nanofotônica (ICNP) acontece até esta quarta em Pernambuco

    3 julho 2017
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    Evento realizado em parceria com a Secti, através da Facepe, discute o futuro a partir da nanofotônica

    A capital pernambucana é sede da 10ª Conferência Internacional sobre Nanofotônica (ICNP) que reúne, até quarta-feira (05), renomados especialistas, professores e estudantes. O ICNP é um evento único onde os últimos avanços em óptica e fotônica em nano e micro escala são relatados e discutidos, buscando explorar ideias inovadoras em ciência e tecnologia nanofotônicas, que possam trazer avanços tecnológicos com impacto social e econômico.

    O evento, que só tinha sido realizado na China e no Japão, no Continente Asiático, acontece pela primeira vez na América, especificamente, em Pernambuco e conta com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por meio da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia (Facepe), vinculada ao órgão. Durante a abertura, realizada nesta segunda-feira (03), a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Lúcia Melo, prestigiou o evento que tem a participação de mais de 150 pessoas, entre pesquisadores e estudantes, de 20 países.

    O objetivo é explorar as inovações em ciência e tecnologia nanofotônicas – estudo do comportamento da luz na escala nanométrica e da interação de objetos com escala de nanômetros com luz. “Estamos discutindo a nanociência e a nanotecnologia, que usa técnicas de óticas para estudar e ampliar materiais em dimensões nanométricas. Ou seja, que estão a um bilionésimo de metros. São, na verdade, nanopartículas que, entre outras coisas, estudam a energia solar, a odontologia e a medicina a exemplo da dermatologia”, explicou o presidente da 10º ICNP e professor do Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Anderson Gomes.

    O professor palestrante, Paras N. Prasad, da State University of New York em Buffato (EUA), disse que estava encantado com a participação dos estudantes. “Estamos felizes em encontrar tantos alunos curiosos e atentos. E o melhor é saber que são brasileiros de diversas cidades do país, como São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Os que estão aqui conosco têm a oportunidade de descobrir novos direcionamentos na área de pesquisa, principalmente, no que se refere a área de energia e saúde”, disse ele, ao explicar que, para o Brasil, trouxe novidades na área de neurofotônica.

    “Viemos falar sobre o mapeamento das atividades do cérebro que ajudam o tratamento de doenças como o Câncer, o Autismo, e o Alzheimer”, ponmenortuou. Entre os palestrantes convidados estão o professor Joseph Haus, da Universidade de Dayton (EUA), e Thomas Krauss, da Universidade de York (UK). A programação completa do evento pode ser conferida no site oficial: http://www.icnp2017.org/principal/

    A mestranda em Física, Nathalia Tomazio, da Universidade São Carlos, localizada em São Paulo, disse que o ambiente era propício para a troca de ideias direcionada ao desenvolvimento dos trabalhos dos participantes presentes. “Acredito que vamos sair com um novo olhar. São palestras enriquecedoras para o currículo de todos”, finalizou, ao destacar a palestra do professor Paras N. Prasad, como uma inovação para o uso de novas técnicas de imagens cerebrais.

     

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  • Prêmio Ricardo Ferreira ao Mérito Científico está com inscrições abertas

    26 maio 2017
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    A segunda edição do “Prêmio Ricardo Ferreira ao Mérito Científico” está com inscrições abertas. A premiação será concedida a um pesquisador de destaque nas áreas de Ciências Humanas, Letras e Sociais, com atuação em Pernambuco e contribuição científica de reconhecido impacto nacional. As indicações devem ser feitas por instituições e encaminhadas até o próximo dia 2 de junho à Facepe, realizadora do prêmio, junto à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).

    O comitê de busca, formado por professores, pesquisadores e especialistas nas áreas também com relevância e história de dedicação ao estado, receberá as inscrições e analisará os candidatos, submetendo uma lista de dois a três nomes para a escolha e decisão do Conselho Superior da Facepe. O Prêmio será entregue durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em outubro deste ano. Em sua primeira edição, em 2015, a premiação foi concedida para a área de Exatas e Ciências da Natureza, reconhecendo a atuação de Oscar Malta, um dos fundadores do departamento de Química da UFPE.

    As indicações submetidas ao Comitê de Busca pelas entidades qualificadas deverão ser devidamente justificadas e acompanhadas de currículo descritivo detalhado de cada candidato, assim como de uma lista assinada por 20 pesquisadores com comprovada atuação na grande área do Prêmio. Cada pesquisador deve apoiar somente um dos nomes indicados. “Trata-se de um reconhecimento importante a esses pesquisadores, que são exemplo de contribuição e têm história em Pernambuco”, disse Abraham Benzaquem Sicsu, presidente da Facepe. A premiação inclui medalha, troféu, diploma e um valor em dinheiro (R$ 50 mil).

    A professora do departamento de história da UFPE e coordenadora no comitê de busca, Socorro Ferraz, explicou que essa é a primeira vez que o prêmio está aberto para pesquisadores das áreas de humanas e sociais. “Hoje as pesquisas estão cada vez mais integradas nas diversas áreas de conhecimento. Esse prêmio passa a ser também um estímulo para os pesquisadores de humanas”, explicou. Socorro destacou ainda a importância de Ricardo Ferreira para o cenário de científico do estado. “O professor Ricardo foi responsável pela formação de uma geração inteira de profissionais de ponta e de grandes pesquisadores de Pernambuco e do Brasil. Ele encabeçou uma mentalidade científica em nosso estado. Um exemplo a ser seguido, principalmente, pelos jovens pesquisadores”, exaltou.

    Prêmio Ricardo Ferreira ao Mérito Científico: Não à toa, o prêmio máximo da área no estado leva o nome do físico-químico Ricardo de Carvalho Ferreira, que dedicou sua vida à ciência. Criado em 2014, tem o objetivo de fazer reconhecimento público a um cientista brasileiro ou estrangeiro, com permanência mínima de 10 anos em Pernambuco, que tenha se destacado pela realização de contribuição científica ou tecnológica de extraordinário valor para o progresso da sua área do conhecimento. Em 2015, foi concedido à área de “Ciências Exatas, da Terra e Engenharias”. A homenagem enaltece o reconhecimento das contribuições dadas em vida ao Estado por Ricardo de Carvalho Ferreira, cientista do campo da químico-física que dedicou sua vida à ciência.

    Mais informações sobre o Prêmio: 3181.4612

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