• Trabalho sobre Aedes Aegypti descoberto na Ciência Jovem será apresentado no México  

    6 julho 2017
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    Estudantes da Rede Estadual foram recebidos pelo governador e apresentaram o aplicativo criado pelo grupo

    Depois de participar da Feira Teccien Shoenstat, em Fernando de la Mora, no Paraguai, um grupo de estudantes da Escola Estadual Renato Fonseca, localizada em Jardim Brasil, Olinda, foi credenciado para apresentar o trabalho Atitude inovadora em forma de jornal on-line busca meios para combater a proliferação do Aedes Aegypti, em 2018, no México. A nova conquista foi prestigiada pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara, que recebeu os alunos no Palácio do Campo das Princesas, nessa quarta-feira (05). Na ocasião, os estudantes apresentaram o projeto ao chefe do executivo, que parabenizou o desempenho do trabalho realizado sob a orientação da pedagoga Jorgecy Cabral.

    “Estamos contentes. No Paraguai concorremos com mais de 100 projetos e fomos a única equipe selecionada para participar do principal evento Global de Tecnologia, no próximo ano, no México”, disse Jorgecy, ao destacar que, durante a feira, a equipe recebeu a visita de representantes do Ministério da Saúde do Paraguai que viajaram até o local do evento para conhecer o projeto.

    O trabalho Atitude inovadora em forma de jornal on-line busca meios para combater a proliferação do Aedes Aegypti foi descoberto e premiado, em 2016, durante a realização da 22º Ciência Jovem, quando foi credenciado para a viagem ao Paraguai neste ano.

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    Crédito: Aluisio Moreira/SEI

    “Quando desenvolvemos o projeto existia a necessidade de diminuir o número de casos de dengue, zika e chikungunya na comunidade de Jardim Brasil I e II. “Nossos alunos detectaram cerca de 300 casos das doenças em um curtíssimo espaço de tempo. E aí, por meio de denúncias e atividades preventivas, caímos em campo para ajudar a comunidade. Em pouco tempo, depois de um levantamento feito, tivemos o resultado de que o surto das doenças provocadas pelo mosquito Aedes Aegypti tinha diminuído em 67%”, disse a pedagoga, Jorgecy, orientadora dos estudantes.

    Segundo ela, o sucesso do projeto deu origem a uma outra necessidade. “A de criar um aplicativo para que a comunidade tivesse como denunciar os possíveis focos. Com essas denúncias, os alunos caiam em campo”, falou, ao explicar que, quando o problema estava em casas fechadas, eles avisavam a Prefeitura de Olinda sobre o problema existente.

    O aplicativo, criado por um grupo de oito pessoas, serve como ponto de denúncia para a comunidade de Jardim Brasil, relatando locais de possíveis focos e trazendo informações sobre microcefalia, sintomas das doenças causadas pelo Aedes aegypti, além de dar dicas de prevenção. O app está disponível para usuários do sistema Android, através do Google Play Store. (link https://goo.gl/3rdVeE). A Ciência Jovem é coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por meio do Espaço Ciências, sua diretoria de difusão científica.

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  • Ciência Jovem para o mundo: projeto pernambucano é premiado e vai a Porto Rico e Argentina

    29 maio 2017
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    Único representante brasileiro no México entre sete representantes latino-americanos, o grupo do Educandário Tércio Correia, de São Vicente Férrer, foi premiado no Encuentro Internacional de Ciencia, Tecnología e Innovación, realizado de quinta a sábado (24 a 27 de maio). A conquista leva a equipe da zona da Mata pernambucana a outras duas Feiras Internacionais no ano que vem: em Porto Rico e na Argentina.

    No ano passado, eles foram vice-campeões na 22ª Ciência Jovem, Categoria Iniciação à Pesquisa, e ganharam a credencial para participar da Feira mexicana. O professor Flávio Cavalcanti e os alunos Jessé Alves e Heitor Costa representam um grupo de treze alunos do 5º ano Fundamental que cultivou uma horta escolar durante dois anos. Além disso, os produtos colhidos entraram no cardápio da escola e embasaram um trabalho de reeducação alimentar.

    whatsapp-image-2017-04-10-at-15-42-19O PROJETO – Na primeira etapa, o projeto envolveu a preparação do terreno, mobilização das turmas, plantação e manutenção da horta. Cada problema que surgia envolvia pesquisas para a busca de soluções. Foi o caso do ataque de formigas: “Pesquisamos e utilizamos dois inseticidas naturais. Aplicamos fumo e borra de café nas laterais e borrifamos as folhas com arruda”, diz o professor Flávio Cavalcanti.

    Já para resolver o problema do solo seco, os estudantes fizeram uma composteira: “Usamos fezes de animais, cascas de frutas e folhas secas”, explica Jessé. Sementes e mudas vinham da contribuição dos alunos que moravam nas áreas rurais: coentro, cebolinha, batata, chuchu, cenoura e árvores frutíferas.

    Os produtos da horta passaram a ser inseridos no cardápio da cantina da escola e motivaram uma segunda etapa do Projeto: a reeducação alimentar. Para apresentar no México, o grupo introduziu no projeto uma variação: como São Vicente Ferrer é a terra da banana, os alunos fizeram oficinas de culinária e de artesanato à base do produto.

    A Ciência Jovem é a feira internacional de ciência organizada pela Secti, através de sua superintendência de difusão científica, o Espaço Ciência. Em 2016 e 2015, o evento reuniu quase 600 equipes de todo o Brasil e do exterior.

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