• Espaço Ciência e Observatório da Sé têm atividades especiais para a Semana da Astronomia

    6 setembro 2017
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    A Astronomia é o centro das atenções do Espaço Ciência e Observatório da Sé nessa próxima semana. De 11 a 15 de setembro, diferentes atividades e oficinas marcam a Semana da Astronomia que, este ano, tem como mote o conhecimento dos povos antigos e indígenas.

    “Observar o céu; orientar-se pela posição dos astros; marcar a passagem do tempo: dia e noite, meses, anos, estações sazonais… tudo isso é parte do conhecimento das mais diferentes civilizações. Precisamos resgatar essa nossa relação com o cosmos”, afirma, o diretor do Espaço Ciência, Antonio Carlos Pavão.

    Realizada geralmente em setembro, a Semana da Astronomia lembra o mês de nascimento do alemão George Marcgrave que fundou, no Recife, o primeiro Observatório das Américas, fazendo de Pernambuco uma referência histórica no que se refere à Astronomia.

    A montagem e lançamento de foguetes é uma das atrações. Quem participa da programação, tanto no Espaço Ciência quanto no Observatório da Sé, é o professor Antônio Carlos Miranda, da UFRPE, recentemente homenageado pela Câmara Municipal do Recife. Ele é responsável pelo projeto “Desvendando o Céu Austral”, que ajuda a popularizar o conhecimento astronômico no estado. “Miranda é o nosso Marcgrave contemporâneo”, afirma, Pavão.

    ASTRONOMIA INDÍGENA – As constelações indígenas e o conhecimento dos povos antigos são temas de várias das atividades realizadas durante a semana. No Espaço Ciência, duas oficinas resgatam a observação dos astros para medir o tempo e prever fenômenos meteorológicos.

    Os visitantes poderão construir um relógio solar usando apenas papelão, caneta e cola. Com ele, poderão observar a posição da sombra projetada pelo sol e, a partir dela, descobrir a hora. Poderão também construir um Observatório Indígena com pedrinhas e papelão, para prever as estações sazonais e fenômenos como Solstícios e Equinócios.

    No Planetário, eles poderão observar a projeção de constelações indígenas e perceber que cada povo vê o céu de uma forma diferente. O que no Planetário é visto em forma de projeções, no Observatório da Sé poderá ser observado pelo telescópio. Durante a Semana, estarão visíveis constelações indígenas como as da Ema ou Avestruz Branca (Iandutim), dos Povos Tupinambá/Guarani, e da Anta do Norte, dos povos do Norte do Brasil.

    OFICINAS – Outros aspectos da Astronomia serão abordados em diferentes oficinas. A Teoria da Gravitação Universal, por exemplo, poderá ser melhor compreendida a partir da construção de um modelo de poço gravitacional que simula a deformação da estrutura do espaço–tempo a partir de um corpo denso. A atividade será realizada tanto no Espaço Ciência quanto no Observatório da Sé.

    Outra opção é conhecer melhor as fases e movimentos da Lua em demonstração realizada no Espaço Ciência. Ou, no Observatório da Sé, construir um espectroscópio caseiro, instrumento destinado a separar os componentes de um espectro óptico e que ajuda cientistas a descobrir a composição química dos planetas e estrelas.

    OBSERVAÇÃO – A observação do céu é outra atração da Semana da Astronomia. Tanto no Espaço Ciência quanto no Observatório da Sé, a observação do sol poderá ser feita a partir de telescópio equipado com filtro. Na Sé, o visitante pode observar, ainda, a Lua, que estará em sua fase minguante; e planetas como Saturno, Mercúrio e Júpiter.

    Dentre as constelações, as mais visíveis serão Cruzeiro do Sul, Centauro, Escorpião, Virgem, Boieiro, Coroa Austral, Triângulo Austral, Lobo e Compasso. (confira ao lado o Mapa do Céu e, abaixo, as efemérides da semana). O Espaço Ciência funciona de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h; e sábados e domingos, das 13h30 às 17h. O Observatório da Sé está aberto de terça a domingo, de 16 às 20h. Entrada gratuita.
    EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS DA SEMANA

    11- Saturno localizado na constelação de Ophiuchus
    12 – Mercúrio na sua maior elongação oeste
    13 – Lua na fase quarto minguante às 03h26
    14 – Passagem do satélite artificial Iridium na constelação do Cisne às 18h19
    15 – Júpiter fica visível até às 18h55
    16 – Mercúrio próximo de Marte
    17- Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 6h05

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  • Itacuruba em festa: placa de batismo do asteroide é entregue à cidade

    2 junho 2017
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    Itacuruba, no Sertão pernambucano, está em festa. As pesquisadoras Daniela Lazzaro e Terezinha de Jesus Alvarenga, do Observatório Nacional, estão na cidade para entregar a placa de “batismo” do asteroide 10468, que passou se chamar Itacuruba. Para marcar a solenidade, o projeto itinerante do Espaço Ciência – o Ciência Móvel – levou até o município a Caravana Notáveis Cientistas de Pernambuco e o Planetário Inflável. A programação ainda inclui visita ao Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), oficina de montagem e lançamento de foguetes, além da solenidade de batismo, palestra com as pesquisadoras e observação do céu.

    caravana-6-1024x683As festividades são mais um passo na consolidação de Itacuruba como Polo Astronômico em Pernambuco e no mundo. As duas pesquisadoras que participam do evento coordenam o chamado projeto IMPACTON que, desde a implantação do OASI, entre 2003 e 2004, analisa e monitora asteroides, sobretudo os que oferecem maior risco ao planeta. Foi como uma homenagem aos moradores do município que recebe o projeto que o asteroide 10468, descoberto em 1981, ganhou o nome de Itacuruba.

    “Ao batizar o asteroide, Itacuruba da visibilidade a essa vocação e potencializa-se como um polo de ciência, criando várias possibilidades de desenvolvimento”, afirma a secretária Lúcia Melo. A solenidade de batismo acontece, a partir das 16 horas, quando o prefeito Bernardo Ferraz receberá a placa comemorativa. O diretor de inovação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Alexandre Stamford, o diretor do Espaço Ciência, Antônio Carlos Pavão, e o astrônomo Antônio Carlos Miranda, da UFPE, estão acompanhando a programação. Durante o lançamento, também será lançado um concurso para estudantes da cidade sobre o asteroide.

    O PROJETO – O ano de 2011 marca a primeira observação feita pelo OASI. Desde então, ele tem se destacado mundialmente. No ano passado, recebeu certificado da ESA (Agência Espacial Europeia) por ter sido o único a observar um asteroide que passou próximo à Terra. O telescópio do OASI é o segundo maior telescópio em solo brasileiro, perdendo somente para o observatório do Pico dos Dias em Brasópolis/MG.

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