Lúcia Melo participa de debate sobre o papel das universidades no cenário da Indústria 4.0

14 maio 2018
111 Views
Comments are off for this post

A Diretoria de Inovação e o Instituto Futuro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) promoveram na manhã desta segunda-feira (14/05), no Auditório Professor Denis Bernardes, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), a palestra “Quarta Revolução Industrial e os desafios para as universidades brasileiras”, com o professor Luciano Coutinho, o professor titular no Departamento de Física da UFPE e ex-ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende e a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, Lúcia Melo. O debate foi mediado pela professora aposentada do Departamento de Ciências Geográficas da UFPE Tânia Bacelar.

Durante o debate a secretária Lúcia Melo destacou a importância da Universidade Federal de Pernambuco dar visibilidade a esse tema. “Pernambuco particularmente está inserido nos quatros estágios da indústria e caminhando para a indústria do futuro. É preciso desmistificar o tema e promover o ambiente de inovação, com arcabouço jurídico e políticas voltadas para alavancar o setor”, explicou.

O professor convidado do Instituto de Economia da Unicamp, Luciano Coutinho explanou sobre a aceleração das mudanças de maneira disruptiva, que rompe com os paradigmas e modelos pré-existentes, em vários campos, Coutinho analisou que as transformações não se manifestam apenas nas tecnologias. “Há um amadurecimento simultâneo das tecnologias que se tornaram sinérgicas entre si, como atestam os avanços na genética, que, por sua vez, só foram possíveis graças aos supercomputadores e que comprova que os campos das ciências se utilizam, indissociavelmente, da tecnologia na sua aplicação”, explica.

Segundo ele, as tecnologias que vêm impulsionando uma variedade de processos humanos trazem à tona novos desafios, cujas respostas devem vir da universidade. Como exemplos, o professor e economista citou as implicações como a privacidade dos cidadãos, segurança de dados e limites éticos da manipulação genética. Ao citar iniciativas adotadas na Alemanha para não ficar de fora da quarta revolução industrial, ele afirmou que “lá existe uma política de Estado; um programa de subsídios dirigidos às pequenas empresas migrarem para o paradigma 4.0”.

2018_05_14-palestra_upfe-industria4-7-webLúcia Melo ressaltou ainda a importância de se levar em consideração as identidades dos lugares – “as repercussões dessas mudanças se dão de maneira diferente em cada contexto” – o maior desafio da universidade nesse momento consiste em quebrar suas paredes internas. Na opinião da secretária, “é preciso formar pessoas com perfil multidisciplinar e, para isso, a academia deve rever o modelo de segmentação do conhecimento”. “Como pensar em internet das coisas, sem pensar em ética?”, provocou.

Ao pontuar a intensidade da atual crise brasileira, a professora Tânia Bacelar anunciou a palestra como uma oportunidade de sonhar com um projeto que reposicione o Brasil no mundo que está em profundas transformações. “O futuro já começou”, afirmou ela.

 

 

Com informações da Ascom da UFPE