História

O Governo do Estado criou a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco em 1988, pela Lei 10.133. Três anos depois, em 1991, ela foi extinta, sendo  recriada em 1993, por força da Lei 10.920, já com a denominação de Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma). Segundo a Lei 1388/2003, a Sectma passou a incorporar Recursos Hídricos e Ensino Superior. Já em 2007, a Lei 13.205, de 19 de janeiro, que dispõe sobre a estrutura e o funcionamento do Poder Executivo, e dá outras providências, desmembrou a Secretaria de Recursos Hídricos.

Em janeiro de 2011, ocorreu uma nova mudança. A Lei de número 14.264 alterou a estrutura de diversas secretarias de Governo e a Sectma voltou a ser Secretaria de Ciência e  Tecnologia (SECTEC), como desmembramento da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Com a alteração, a Sectec passou a ter a competência para formular, fomentar e executar as ações de política estadual de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação; promover e apoiar ações e atividades de incentivo à ciência, às ações de ensino superior, pesquisa científica e extensão, bem como apoiar as ações de polícia científica e medicina legal; além de instituir e gerir centros tecnológico; e promover a educação profissional tecnológica.

A alteração fez com que dois órgãos de Governo deixassem de ser da responsabilidade da Sectec. A Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) e o Horto de Dois Irmãos passaram a integrar a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Já a Sectec ficou responsável pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia (Facepe), Porto Digital, Universidade de Pernambuco (UPE),  Espaço Ciência, Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep), TV Pernambuco, além do Distrito Estadual de Fernando de Noronha.

Em janeiro de 2015 a Secretaria de Ciência e Tecnologia passa a incorporar o termo Inovação em sua estrutura. Com a modificação, de acordo com a Lei estadual n° 15.452 que dispõe sobre a estrutura e o funcionamento do poder executivo em Pernambuco, a secretaria passou a ser Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, com a competência de formular, fomentar e executar a política estadual de desenvolvimento cientifico, tecnológico e de inovação; promover e apoiar ações e atividades de incentivo à ciência, as ações de ensino superior, pesquisa cientifica e extensão. Assim com instituir e gerir Centros tecnológicos; promover educação tecnológica e promover a radiodifusão pública e de serviços conexos.

A mesma lei também estabeleceu que o Distrito Estadual de Fernando de Noronha, antes sob a responsabilidade da Sectec, passasse  para a  competência da Governadoria do Estado. A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia (Facepe), a Universidade de Pernambuco (UPE), a Empresa Pernambuco de Comunicação (EPC- TV Pernambuco), o Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) e o Parque Tecnológico Porto Digital, continuaram  vinculados à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, sendo esses dois últimos através de contrato de gestão.

CONSTRUÇÃO HISTÓRICA

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Prédio da SECRETÁRIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

No início do século passado  – no ano de 1919 – foi erguido o prédio que hoje abriga a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação – SECTI. Em estilo eclético, foi uma das primeiras edificações a serem erguidas na zona portuária do Recife. Tombado pelo Patrimônio Histórico, é considerado um dos principais exemplares do acervo de edifícios da área.

Inicialmente projetado para sediar a fiscalização do Porto, foi, até meados da década de 80, sede do Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis (DNPVN). Seus elementos decorativos são resultado de um impressionante serviço de estucaria (método que utiliza moldes para criação de ornatos).

O prédio da SECTI foi construído por uma empresa francesa: a Societé de Construction du Port . Sua estrutura, originalmente, era composta por alvenaria de tijolos cerâmicos e maciços. As sacadas foram estruturadas em concreto armado, e as portas e esquadrias foram trabalhadas em madeira amarelo vinhático. Tem 25,5 m de altura por 30 m de frente.

As primeiras obras de restauração foram iniciadas em janeiro de 2002 e concluídas em janeiro de 2003. Segundo o arquiteto Jorge Passos, responsável pelo restauro, se não fosse a rápida intervenção, o prédio estaria condenado. Ele  ressalta que o prédio estava abandonado e tinha sido vítima de saques e depredações: as janelas haviam sido lacradas com tijolo e cimento, as portas haviam recebido estacas e tapumes de madeira e muitos dos adornos foram perdidos ou danificados. As portas, a balaustrada da escadaria e alguns adornos foram roubados.

No trabalho de revitalização do bairro do Recife, coordenado pelo Porto Digital, Passos realizou o restauro da fachada, das esquadrias, das grades, da escada monumental e da coberta da edificação. A fachada foi recomposta seguindo o projeto original. Para recompor sua estrutura, a equipe de restauradores juntou peças para obter o desenho original de objetos e estruturas. Não havia uma única porta completa. Havia pedaços espalhados pelo interior do prédio. Com pesquisa fotográfica e histórica foi possível descobrir os formatos originais.